Desde os primeiros anos da infância as mulheres
demonstram mais propensão à virtude de que os homens. Mesmo
depois de adultas e durante toda a existência elas tendem mais à virtude.
Por que os homens não
acompanharam esta evolução moral? O que determinou a transformação moral
feminina? Dor! Eis a resposta. A dor foi
o fator preponderante na formação moral feminina.
Durante toda a história a
mulher sofreu com a prepotência e egoísmo do homem. Certamente, ela própria tem
sua parcela de culpa neste estado de coisas. A mulher acomodou-se a esta
situação inconveniente, aceitou o domínio do homem e as tolas convenções humanas,
não soube lutar e mudar tão iníqua situação. Ainda hoje, após milênios de
evolução social observamos, principalmente
nas classes baixas, este espírito acomodatício e conformado. A ignorância, a
estupidez deixam marcas difíceis de apagar...
Esta atitude feminina provém
da covardia e egoísmo humano. O mundo em que vivemos é dominado por forças
diabólicas. Cabe a todos nós combatermos o mal, infelizmente, a maioria
compartilha com a corrupção, fraqueza e maldade ancestrais. Dissemos a maioria,
porque sempre há almas corajosas e destemidas. É a estas almas que a humanidade
deve seu progresso social, intelectual e moral. Elas vêm e partem como todos,
mas deixam sua obra. Estas almas fazem parte da legião universal que combate o
mal em todo o cosmo, elas operam com Deus para a redenção de toda a humanidade.
Aqui chegamos a um ponto
interessante da psicologia feminina: todo o sofrimento suportado pela mulher em
sua trajetória histórica imprimiu em sua psique um caráter amadurecido, uma
resistência maior à dor. Esta tendência ficou imprimida no subconsciente
feminino passando de geração a geração.
Esta tendência a suportar
tudo, a aceitar as coisas tais quais são, facilmente perverte-se em condescendência
à iniquidade e maldade universal. Assim, a conquista - após muito sofrimento e
espera - a um estado moral tão importante à evolução humana: o amadurecimento
individual, a compreensão superior da necessidade de aceitar a dor quando for
necessário, desvirtua-se devido a um mal compreendido espírito de sacrifício a
favor de outrem.
O perverso homem sabe como aproveitar-se
disto a favor de sua prepotência iníqua e corrupta. Ele aproveita-se deste
distorcido espírito de sacrifício a favor de outrem para induzir a mulher a
cometer as mais depravadas ações.
Assim, a dor que antes formou
este espírito amadurecido, volta transformada em punição. Não poderia ser de
outra forma, a Lei de Deus é inexorável: colhe-se o que se planta.