Não venda seu coração no frio mercado dos homens. O preço
que eles pagam não cobrirá o prejuízo amanhã.
Muitas mulheres vendem seu coração no momento de escolher
seus parceiros na vida. É um empreendimento temerário, o qual o custo é demasiado
alto, não cobre todos os prejuízos.
É uma história antiga esta de vender o coração para seus futuros
maridos, um negócio antigo usual em todos os recantos do mundo.
Os tempos são outros, mas o costume perdura, apenas muda de forma.
Ontem, a mulher era amordaçada pelo mundo, hoje o mundo não a amordaça tanto,
mas ela insiste em manter a mordaça por si própria.
O tempo quebrou muitas correntes que o perverso mundo dos
homens atou à mulher, porém ela ficou por muito tempo acorrentada, habituou-se
às suas correntes, esqueceu que era um ser livre, que tinha alma, um cérebro
para pensar, um coração para amar.
Ainda hoje muitas vendem seu coração no mercado do interesse
sufocando o sentimento verdadeiro. É pena que elas não conheçam a força
invencível da natureza aliada ao poder do tempo. Não se sufoca a natureza, ela sempre volta
por mais que se esforce em recalcá-la. E a natureza sabe se fazer
obedecida, ela é um deus poderoso e inexorável.
As falsas joias do interesse não ofuscarão o sentimento verdadeiro
quando a natureza voltar à tona no dia de amanhã. Aquelas que se fiando nesta
falaz esperança achavam que plantavam sementes da prudência para o dia de
amanhã, colherão os espinhos da amargura, tristeza e solidão...