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"O homem deve ser amigo da mulher. E no seu amor, deve respeitar sua alma e seu corpo como sagrados que são."
Ghandi.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Despedida...

Ela foi-se. Minha sorridente e simpática amiga morreu aos 31 anos! Morreu? Não! Antes, suicidou-se. Como milhões de pessoas, ela preparou e apressou sua morte.
A causa física de sua morte foi leucemia, agravada por uma fatal desnutrição.
Eu a conhecia desde menina. Analisando sua vida, sua personalidade, podemos estabelecer a ação de fatores abstratos, os quais afetaram poderosamente a formação de seu destino.
O ser humano está sujeito a uma infinidades de influências que motivam invisivelmente suas  escolhas, ora  “empurrando” para cá ou para lá. Os mais fracos são verdadeiras marionetes, manipulados por fatores ocultos, os quais vem em forma de impulsos instintivos do subconsciente. A cultura, o meio ambiente, o país, a época, a hereditariedade, a educação, os preconceitos e uma gama de outros fatores, presentes e passados, invisíveis e visíveis, influenciam a decisão humana. É forte a influência destes  fatores, mas o ser humano tem sempre seu livre arbítrio. Aconteça o que acontecer a vontade humana é sempre livre.
Quanto mais esclarecido e amadurecido for um ser humano, maior é a preponderância de sua vontade e menor é a influência de fatores externos ou mesmo internos. Por isto, observamos que pessoas ignorantes e estúpidas são tão propensas a um comportamento leviano,  inconveniente e irresponsável. Haja vista, a violência, tão comum nas classes inferiores.
Minha amiga era extremamente simpática e alegre, mas era propensa à violência e tinha um espírito de furor.
Eu assisti muitas vezes ela ceder à voz do demônio, inconsciente de que estava endividando-se com a justiça de Deus.
Eu observava em silêncio, certo que estava, da ação inexorável da justiça de Deus em sua vida.
Como acontece com tanta gente, ela deu ouvidos ao diabo e permaneceu assim durante muito tempo. Não quis saber da luz, abriu seu coração às forças do mal.
Como sempre acontece para todos que servem ao mal, as consequências foram terríveis. Ela sofreu agruras pavorosas, quase enlouqueceu de dor, gritava e chorava várias vezes. Emagreceu demais e ficou extremamente fraca, já não podia mais caminhar para muito longe da cama. O médico deu-lhe apenas três meses de vida  no máximo.
Ela arrependeu-se de seu comportamento, mas já era tarde. Ela morreu no prazo estipulado.
Meu Deus! Por que somos tão obstinados? Pagamos com tormentos eternos o prazer nefasto de saborearmos o fruto do mal por um momento.
Que força diabólica é esta que nos enlouquece, nos cega e nos arrasta a seu antro imundo e perverso, onde impera a dor,  a depravação, as trevas e a miséria?
O orgulho, a vaidade, o preconceito, o egoísmo, a ignorância, a perversidade são filhos legítimos do diabo. Rebentos vorazes a devorar nossa alma todos os dias.
Afogaríamos para sempre no mar de nosso inferno, se a misericórdia de Deus não  estendesse Seu amor até nós.
Sofreríamos para sempre, enredados às malhas da justiça de Deus, se Seu amor infinito não acolhesse nossa miséria perversa.