Uma característica marcante no comportamento feminino é a
humildade. É notável como a mulher consegue compartilhar em si essa rara e bela
virtude com as mais abomináveis baixezas. Parece incoerência, mas podemos
encontrar em uma mesma alma feminina esta virtude até junto à soberba.
O que parece um paradoxo é na verdade o indício de uma
natural superioridade moral inata.
O presunçoso bípede, o “macaco nu”, denominado homem, é por
demais cioso de sua vaidade e prepotência para aceitar sem relutância o predomínio
da humildade.
Felizmente, o poder absoluto que todos conhecem pelo nome de
Vida vem trabalhando por milênios no intuito de transformar a mentalidade
masculina.
Já podemos ver o resultado desse trabalho histórico ao
observarmos o comportamento atual do homem. O homem moderno, embora ainda
guarde em seu subconsciente muito de seus antepassados históricos, já tende
mais, aqui e ali, esporadicamente a valorizar o sentimento. Assim, podemos
conjeturar que os casais das sociedades futuras serão mais felizes que os
atuais, pois a prepotência e o egoísmo masculinos têm causado tormentos,
dissenções, uma infeliz gama de sofrimentos às mulheres desde tempos
pré-históricos.
E o que há por trás desse panorama psicológico-histórico? O
que há senão Deus trabalhando silencioso, oculto, atraindo e pressionando todos
e tudo a uma transformação perpétua.
Nesta obra divina têm a mulheres um papel preponderante.
Mesmo as mais infelizes e corrompidas guardam em si esta marca divina que nem mesmo as maiores degradações apagam.