Ternura! A virtude redentora de todas as mulheres.
Um dom desconhecido pelo homem, mas reverenciado pelo belo
sexo. Sem esta joia entre as virtudes elas seriam frias e secas como eles.
A ternura é a doce magia, um canal que vincula nossa alma
à beleza eterna, aquela captada pelo poeta quando olha a multidão de estrelas
fulgurantes no espaço sem fim...
É um presente de Deus para elas, uma doação de Seu amor à
sensibilidade feminina.
Mesmo a pior das mulheres, a mais perversa ainda guarda
alguma parcela deste dom.
Este dom iguala todas as mulheres em um mesmo diapasão,
faz delas instrumentos da beleza eterna, servidoras do ideal perene neste
baixo, vulgar e perverso mundo.
O homem jamais poderia compartilhar esta magia. A
alienação perversa masculina faz do homem um servidor do mal, tal estado é
incompatível com a beleza eterna.
Elas são naturalmente propensas à ternura. Deus as fez
assim. Ai de quem perverter Sua obra!
O coração feminino é um cofre onde Deus guarda a semente
do amor, a qual será transplantada para todos os corações do mundo.
Isto faz da mulher uma colaboradora ativa na obra divina
neste inferno.
Por isto, devemos sempre respeitar a mulher, mesmo que
degradada no mais repugnante lodaçal. Ela pode se perverter até a total
depravação, mas é sempre uma portadora da luz.
Como disse um poeta russo: “Acontece às vezes às águias descerem
mais que as galinhas, mas as galinhas nunca vão subir até as nuvens.”