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"O homem deve ser amigo da mulher. E no seu amor, deve respeitar sua alma e seu corpo como sagrados que são."
Ghandi.

domingo, 21 de junho de 2015

Ela e eu.

Em uma noite de domingo estava eu aconchegado aos braços de minha namorada em um quarto de motel.
Era uma mulher muito bonita, ela tinha um lindo sorriso que até hoje me encanta quando eu relembro. Era culta, elegante e inteligente.
Tantos atributos me cativaram. Eu a conheci em uma de minhas muitas viagens ao interior do estado de São Paulo a trabalho.
Até hoje, muitos anos depois, lembro com saudade os momentos que desfrutei naquela época. Eu adorava “pegar” a estrada com o carro repleto de mercadorias: lingeries e cuecas fabricadas em uma micro empresa que eu tinha.
Ela era amiga de um cliente meu, também tinha um negócio de roupas vizinho ao de meu cliente. Assim começou nossa amizade.
Logo me encantei com sua cultura, coisa rara em uma pessoa do interior, principalmente em uma cidade pequena.
Nós conversávamos sobre filosofia, arte, literatura e tantos outros assuntos de ordem elevada. Mais encantado fiquei ao descobrir que ela era espírita, havia lido os livros de Allan Kardec e conhecia a luminosa literatura espírita. Ela tinha um centro espírita.
Da amizade à paquera. Da paquera ao namoro não demorou muito.
Assim, voltando ao início desta história, estávamos abraçados deliciosamente em um quarto de motel.
Em certo momento vi ela olhar meu órgão genital, baixar a cabeça e dirigir a cabeça em direção ao meu órgão genital em uma atitude clara, a qual percebi a intenção imediatamente. Segurei  sua cabeça antes dela se aproximar para consumar o ato que pretendia.
Nunca me esquecerei do olhar de espanto que estava estampado em seu rosto. Ela parecia profundamente espantada. Um homem que não aceita este tipo de carícia! Parecia um absurdo!
Ela afastou-se ligeiramente de meu corpo. Observei suas feições. Parecia mais surpresa de que envergonhada. Ficou um tanto confusa e algo contrariada.
Eu, de minha parte fiquei mais espantado de que ela. Não por que ela tinha tendência à depravação, coisa compreensível no mar de imundície e imoralidade que desabou sobre o mundo atual, mas fiquei espantado como uma pessoa tão culta e inteligente, a qual conhecia a verdade luminosa que a luz espírita dissemina desandasse tanto.
Como pode alguém que leu as obras de Kardec, Emmanuel, André Luís e tantas outras leituras luminosas, as quais são um repositório de luz e uma alta moralidade, não absorver esta luz moral?
A resposta está em uma observação de Kant, um dos maiores pensadores de todos os tempos: o perverso coração humano.
É a perversidade demoníaca que impede a aceitação da luz moral e ama a imundície.
Mas quem ouve suas matreiras e astutas sugestões cai em um abismo de loucuras o qual o fim é a miséria, a dor e a degradação. A justiça infalível de Deus não tolera imundícies.  Quem ousar insistir, quebrará sua cabeça diante da férrea justiça de Deus. Se persistir ainda, sangrará até a morte por doenças e misérias angustiantes, pois a lei de Deus não mudará um til sequer, mesmo que toda a humanidade chafurde gritando angustiada até o pescoço no sangue e no lodaçal de suas loucuras, cujo fim é a dor e a morte.
Eu já previa seu destino. Como ocorre em casos assim ela degradou-se cada vez mais. Dia a dia, o diabo ocupava um pouco mais no terreno de sua alma até a degradação total.
Cheguei a vê-la nesse estado. Ela estava moralmente irreconhecível. Continuava bonita, ainda tinha seu lindo sorriso, mas sua alma estava totalmente transformada. O diabo tomou conta de seu coração.
Tentei influenciá-la para  sua volta à luz, mas ela insistiu na estrada do mal. Afastei me dela.
Ela era viúva. Em diálogo com ela descobri que ela -como ocorre tantas vezes-  perdeu-se por insistência do marido.

Eu já antevia seu futuro, o qual ela não podia enxergar, desvairada que estava pelo véu astuto e perverso do demônio que a cegava.
Mas a justiça de Deus vela atenta e severa a todos nós. Uma doença venérea extremamente dolorosa, foi o primeiro sinal de que havia chegado o fatal momento de acerto de contas à justiça infalível de Deus. Sua vida desandou, seus negócios fracassaram e ela teve que amargar agruras infindáveis sob o peso da pobreza, da dor e da solidão.