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"O homem deve ser amigo da mulher. E no seu amor, deve respeitar sua alma e seu corpo como sagrados que são."
Ghandi.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Texto do livro "Vida e Sexo." Autor: Emmanuel. Psicografia: Chico Xavier

CASAMENTO



O casamento ou a união permanente de dois seres, como é óbvio, implica o
regime de vivência pelo qual duas criaturas se confiam uma à outra, no campo da  assistência mútua. Essa  união reflete  as Leis Divinas  que  permitem seja  dado  um  esposo para uma esposa, um companheiro para uma companheira, um coração para  outro coração  ou vice e ­versa, na criação e desenvolvimento de valores para a vida.
Imperioso, porém, que a ligação se baseie na responsabilidade recíproca, de vez que  na  comunhão  sexual  um  ser  humano  se  entrega  a  outro  ser  humano  e,  por  isso  mesmo,  não  deve  haver  qualquer  desconsideração  entre si.  Quando  as  obrigações  mútuas não são respeitadas no ajuste, a comunhão sexual injuriada ou perfidamente
interrompida  costuma  gerar  dolorosas  repercussões  na  consciência,  estabelecendo
problemas  cármicos  de solução,  por  vezes, muito  difícil,  porquanto  ninguém fere  alguém sem  ferir  a si mesmo.  Indiscutivelmente,  nos  Planos  Superiores,  o  liame  entre  dois seres  é  espontâneo,  composto  em  vínculos  de  afinidade  inelutável.  Na  Terra  do  futuro,  as  ligações  afetivas  obedecerão  a  idêntico  princípio  e,  por  antecipação, milhares  de  criaturas  já  desfrutam  no  próprio  estágio  da  encarnação  dessas uniões ideais, em que se jungem psiquicamente uma à outra, sem necessidade  da  permuta  sexual,  mais  profundamente  considerada,  a  fim  de  se  apoiarem  mutuamente, na formação de obras preciosas, na esfera do espírito.  Acontece, no entanto, que milhões de almas, detidas na evolução primária,
jazem no Planeta, arraigadas a débitos escabrosos, perante a lei de causa e efeito e,
inclinadas que ainda são ao desequilíbrio e ao abuso, exigem severos estatutos dos  homens para a regulação das trocas sexuais que lhes dizem respeito, de modo a que  não  se  façam  salteadores  impunes  na  construção  do  mundo  moral.  Os  débitos  contraídos  por  legiões  de  companheiros  da  Humanidade,  portadores  de  entendimento verde para os temas do amor, determinam a existência de milhões de  uniões supostamente  infelizes,  nas  quais  a reparação  de faltas  passadas  confere  a  numerosos ajustes sexuais, sejam eles ou não acobertados pelo beneplácito das leis  humanas,  o  aspecto  de  ligações  francamente  expiatórias,  com  base  no sofrimento  purificador.  De  qualquer modo,  é forçoso reconhecer  que  não  existem  no mundo  conjugações afetivas, sejam elas quais forem, sem razões nos princípios cármicos,  nos quais as nossas responsabilidades são esposadas em comum.