Todos os dias uma multidão de mulheres
são aliciadas pelo demônio e seus infernais sequazes. O homem - este fiel
servidor do diabo - tem servido como instrumento de suas depravações perversas.
O prazer desenfreado é o engodo
utilizado para embair as infelizes. Elas vão como cegos à beira de um abismo.
Pobres criaturas! Só o tempo e a dor abrirão seus olhos.
Elas não percebem a passagem
do tempo e suas inevitáveis transformações...
O amanhã muda-se em hoje bem
depressa...
Não veem aquelas que se
perderam no mesmo caminho outrora, embaídas pelo mesmo demônio e hoje relegadas
à miséria moral, à degradação, solidão e doenças graves. Não atentam às marcas
que a corrupção estampou em seus rostos. Não percebem que vão pelo mesmo
caminho, atingirão o mesmo destino.
Não podemos condená-las. O senhor
demônio sabe como manter presas em suas rédeas tão logo elas deem o menor sinal
de querer libertar-se. Aí é que ele aperta mais o laço. Depois quando o tempo
passa ele simplesmente abandona sua presa como lixo inútil...
O tempo é implacável, ele
devolve à nossa vida a colheita plantada no passado. Queiramos ou não teremos
que sorver o cálice de dores e miséria até a última gota.
Apenas o poderoso tempo curará
as desditosas presas do demônio, já que elas preferem ser arrastadas na voragem
enganadora do prazer nefasto de um momento a ouvir o misericordioso convite de
Deus.